09 janeiro 2007

Foto: Hélder Carvalho
NOITE NEVOENTA EM GARANHUNS
Nevoou hoje em Garanhuns. Primeira noite de névoa deste verão. Há tempos que Garanhuns não ficara tão original quão hoje. Pôde-se sentir aquele friozinho próprio do inverno. Na falta de algo melhor, decidi sentir o bafo frio da cidade, caminhar pelas ruas, sozinho mesmo. É incrível como mesmo diante de uma garoa, tão mansa e suave, as algumas poucas pessoas que se atreveram arrojar-se à rua, não conseguiram se libertar de suas caras de estertor e entojo; ainda se deixaram fatigar pelas suas desgraças diárias, e, ofuscavam-se diante de algo tão inebriante como o chuviscar leve dessa noite.
Procurei caminhar a esmo. Buscando o máximo de leveza. Que o mundo explodisse, enfim! Tentei intensamente mergulhar meus olhos no breu abaciado que contornava as luzes dos beirais dos prédios, casas e postes. A cidade ganhara roupa nova. Um cobertor sublime. Um manto de rosas amaciadas, suaves. Encanto europeu no gume hibernal.
Sentei-me em um banco de uma Praça, no Centro. Junto a mim, um casal de cachorros começou a se comer, ou melhor, cruzar; pode ser foder mesmo. Aquele regozijo do par de cães, quase ao meu lado, me enterneceu. Noite boa pra fazer essas coisas; sendo que lógico sem aquele pique canino, pensei com meus botões. O frio descia brando, com tino. Dei mais algumas voltas por alguns bairros acinzentados, decidi voltar pra casa; deixando a noite devorar-se, com céu anuviado, as poças tímidas na rua, as calçadas quase desertas.
NOITE NEVOENTA EM GARANHUNS
Nevoou hoje em Garanhuns. Primeira noite de névoa deste verão. Há tempos que Garanhuns não ficara tão original quão hoje. Pôde-se sentir aquele friozinho próprio do inverno. Na falta de algo melhor, decidi sentir o bafo frio da cidade, caminhar pelas ruas, sozinho mesmo. É incrível como mesmo diante de uma garoa, tão mansa e suave, as algumas poucas pessoas que se atreveram arrojar-se à rua, não conseguiram se libertar de suas caras de estertor e entojo; ainda se deixaram fatigar pelas suas desgraças diárias, e, ofuscavam-se diante de algo tão inebriante como o chuviscar leve dessa noite.
Procurei caminhar a esmo. Buscando o máximo de leveza. Que o mundo explodisse, enfim! Tentei intensamente mergulhar meus olhos no breu abaciado que contornava as luzes dos beirais dos prédios, casas e postes. A cidade ganhara roupa nova. Um cobertor sublime. Um manto de rosas amaciadas, suaves. Encanto europeu no gume hibernal.
Sentei-me em um banco de uma Praça, no Centro. Junto a mim, um casal de cachorros começou a se comer, ou melhor, cruzar; pode ser foder mesmo. Aquele regozijo do par de cães, quase ao meu lado, me enterneceu. Noite boa pra fazer essas coisas; sendo que lógico sem aquele pique canino, pensei com meus botões. O frio descia brando, com tino. Dei mais algumas voltas por alguns bairros acinzentados, decidi voltar pra casa; deixando a noite devorar-se, com céu anuviado, as poças tímidas na rua, as calçadas quase desertas.
Comments:
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GARANHUNS a cidade das flores.
onde o nordeste garôa. tudo isso é inebriante aos sussuros de neblima adocicada que cai como um pouso de uma pomba.
a pomba que cresce e penetra a vargina da virgem com sapatos vermelhos e cara de rapariga com estrumes de porco e cobra.
há, eu adoro os desequilibrios de minha persona sentada a luz do poste de fogo e cara de cu mal lavado. foda, foda para as universitarias que só leêm resumos do google. eu queria dá um tira na minha pica.
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onde o nordeste garôa. tudo isso é inebriante aos sussuros de neblima adocicada que cai como um pouso de uma pomba.
a pomba que cresce e penetra a vargina da virgem com sapatos vermelhos e cara de rapariga com estrumes de porco e cobra.
há, eu adoro os desequilibrios de minha persona sentada a luz do poste de fogo e cara de cu mal lavado. foda, foda para as universitarias que só leêm resumos do google. eu queria dá um tira na minha pica.
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