14 setembro 2009

 

(Des) procurando outros caminhos

Nunca gostei muito de escrever sobre telenovelas. Ou melhor, nunca gostei. Perdoem-me os noveleiros de plantão, mas dei graças a Deus porque o diabo da novela da Globo “Caminho das Índias” se acabou. Era uma novelinha que eu não suportava. Eu sempre odeio as novelas que empurram sua ideologia goela abaixo nas pessoas. (Sei por outro lado que tem pessoas que são ingênuas demais para se livrar dos bombardeios da Globo). Recentemente, esta novela fez um bocado de imbecis ficar resmungando “arêbaba” por aí. Na verdade eu penso que em nada esta novela tem de identificável com a massa brasileira. (Vejam que digo massa, não cultura). Primeiro, que a tradição indiana é bem mais espiritual que a nossa, meros ocidentais materialistas; depois, vejo que todo costume que é aceito sem conhecimento do mesmo nunca é saudável.

Lógico que para criticar primeiro tive que ter uma noção do que se tratava a novela. Vi personagens vazios, que, de tão mal interpretados, beiravam caricaturas, para não dizer que beiravam o ridículo. E era justamente nos mais ridículos que o povo brasileiro se identifica(va). Cruel, não? A Globo vendeu uma cultura indiana que não existe. Ou se existe, é uma parte muito pequena, insignificante. Por exemplo, a população indiana vive numa imundice de dá nojo; suas ruas, suas cidades. Porém esta emissora de televisão só mostrava o que havia de mais ordenado nas cidades – a parte menor. Aí fica claro como se dá o processo de alienação: mostrar, vender o não existente, fazendo com que o povo não veja a parte mais cruenta do que está por trás daquilo.

É entre os povos indianos que se encontra alto índice de analfabetismo, onde (em dados do ano de 2000) 44,2% da população era acometida pela não alfabetização. Se o Brasil já é um país de contrastes, imaginem as “Índias”. Não façamos aqui paralelos. O que está em discussão é a novela mesmo, que afinal já terminou. Daí é melhor deixarmos pra lá. A gente só esquece as coisas com mais facilidade quando as enterramos. Vamos “Viver a vida”, que, por fim, é o nome da próxima novela do horário, na Globo. Gostei das primeiras cenas que vi. É bem urbana. De logo me identifiquei. Sei que não tenho como assistir a ela. Meus horários não permitem. Quem sabe eu dê um jeitinho de achar o melhor caminho para assistir a esta novela. Por qualquer caminho que seja. Salvo o “das Índias”

Comments:
Rs* novelas são fabricas de ilusões...são para isso q elas existem..para as pessoas sairem do mundo real e esquecer os problemas por 1 hr...
beijos
 
E Viver a vida com o Jose Meyer de galã? Já perdeu o sentido...hehehehehe...já sabemos o final...
Novela é atestado de burrice de grátis.
 
José Mayer!
 
concordo com vc! a globo é ridicula, até quando o povo brasileiro vai ter seu comportamento esuas opiniões praticamente ditadas por essa rede globo?
:/
amei o blog!
beijoss
 
concordo com vc! a globo é ridicula, até quando o povo brasileiro vai ter seu comportamento esuas opiniões praticamente ditadas por essa rede globo?
:/
amei o blog!
beijoss
 
Meu querido Wagner: a novela enquanto manifestação artistica é algo muito positivo.O triste mesmo, o pior mesmo é quando se usa esse tipo de manifestação para fazer lavagem cerebral e a globo não pede tempo nisso. Affff!!!!
Bjos, Grauninha
 
CORRIGINDO:
...e a globo não perde tempo...
 
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