28 outubro 2008

 



DEPOIS DO SILÊNCIO

Um rosto. Dois rostos.“Calma”. Silêncio. Aflição, ao longe. Um pouco do que se ouvia era mais gestos do que mensagem. Desespero. E mais silêncio. Ora sopro, ora ventania. Ora água, ora maré cheia. E as horas iam fazendo desabrochar o laço estreito. Era um cálice que se derramava. Era uma hóstia que se erguia. (Que pecado erguer o que não pode!). Acima: nuvens se entranhavam. Cores: pardas. Quase fim. Todo fim é prenúncio do que transita entre o efêmero e o perene. E isto surpreende as gentes. Um pouco dos que olhavam, e não viam nada. Para quê ver algo? Só escutou-se o tiro (ou tiros?). Depois mais nada. Silêncio. Outro rosto. E fim.

Comments:
Amei o teu blog...
Vc escreve muito bem!
Gostei muito!
bjo
 
gosto dessa sua linha!
 
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