24 junho 2008

 

Sobre o acordo ortográfico em países de Língua Portuguesa

Três anos. Este foi o período acordado para o Brasil, no que diz a adaptação da unificação do acordo ortográfico entre os países de Língua Portuguesa. Isso a contar a partir de 1° de janeiro de 2009. Em Portugal, seis anos. Dentre algumas cositas que mudarão na língua do país de Camões, desaparecem o “c” e o “p” mudos, em palavras como acção, adopção e óptimo. Salvo os nomes próprios derivados, o trema deixa de existir. O hífen não será mais usado quando o segundo elemento começar com “r” ou “s”. O acento circunflexo não será usado em palavras terminadas com hiato “oo”, como em “vôo” e “enjôo” (serão “voo” e “enjoo”). Pois bem, em geral o novo alfabeto vai incorporar o “k”, o “w”, e o “y”, ficando, portanto, com 26 letras. Haverá a omissão de acentos distintos, como o de “pára”, do verbo parar; de acentos agudos em ditongos como o de idéia (virará “ideia”) e o de jibóia (virará “jiboia).

Com esse acordo, Portugal terá 1,42% de suas palavras modificadas, e o Brasil apenas 0,43%. Os mais radicais chegam a falar em submissão a “interesses brasileiros”. Fato é que essa língua há muito deixou de ser patrimônio restrito a Portugal – tal como o inglês, o espanhol e o francês deixaram de pertencer unicamente à Inglaterra, à Espanha e à França.

Mas, enfim, há também quem afirme que o acordo é na verdade mais importante do ponto de vista político do que do lingüístico, não obstante este tenha provocado mais zoada. Ele deve dar margem à maior influência dos países de língua portuguesa nas corporações internacionais. Não fortuitamente, um dos principais argumentos empregados pelos defensores do acordo foi necessariamente o de facilitar a redação de documentos internacionais em português. Vamo vê ne q dá, né?!



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