12 abril 2008

 


Não quero voltar a falar em dias de chuva, de céu cuspidor de pingos. Prefiro escolher o sol de cada coisa: para secar minhas mãos e a voz que me afoga. Tenho razões pra isso – porque os dias chuvosos são noites mal dormidas. Ah, já sei, quero esquecer-me, como um gari que esquece um pouco de lixo na ponta da unha, somente. Pôr em cada linha um suspiro qual um corpo que desfalece, uma verruga que brota, uma lágrima que suspira. E, ainda sim, descobrir o fim de cada coisa nela mesma, pondo em cada gesto o mínimo possível de ternura, como se a “última vez” rimasse com o “nunca mais”.

Comments:
Me empresta tua luva?
 
oi wagner,
obrigada pelo comentário e visita ao *idéias*, volte sempre que quiser, sinta-se em casa.

vc tb é do nordeste, que ótimo!

seus textos são ótimos, cheios de sensações, do jeito que eu gosto.

;-)
prazer em conhecer,
Sarah
 
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