21 dezembro 2007

 

SOBRE CANECA E AFRONTAS


Muito me é interessante a vida do Frei Caneca. A príncipio, frade carmelita. Depois, líder libertário e principal ideólogo da Confederação do Equador em 1824, em Pernambuco, especificamente no cenário recifense.

Ordenado padre aos 22 anos, Joaquim do Amor Divino Rabelo, torna-se um intelectual respeitado em todo o Estado como professor de retórica, filosofia e geometria, entre outras disciplinas. Ganhara o cognome “caneca” devido à atividade exercida pelo seu pai – que fabricava bacias, tachos e canecas. Além dos serviços com as batinas, por anos dedicou-se à vida política, afrontando mesmo o imperador Pedro I, acusando-o de ter violado “o pacto com a Nação”, uma vez que o neto de D. João VI dissolvera a Assembléia Nacional Constituinte de 1923 e estabeleceu ao Brasil uma Constituição imposta e outorgada em 1824.

Como culminância desta afronta, resta-lhe uma condenação à morte. Fora, então, amarrado a um poste e fuzilado pelo pelotão do Exército Imperial. Que era e é sabido que o Frei Caneca fazia restrições ao próprio celibato sobrepujado pela Igreja Católica é um fato. Escandaloso foi quando descobriram que o carmelita tinha companheira, concubina e amásia, além de filhos e filhas. Isto são só linhas rápidas sobre o que foi a vida deste frade. Indico aos meus leitores que façam uma pesquisa mais apurada sobre as atitudes morais e obras de Caneca – pois, de outra sorte, ele também foi historiador, pensador, revolucionário, orador...

Diante disso, cabe a nós ponderarmos quantos são hoje os sacerdotes preocupados, realmente, com a situação política de seu país, haja vista a estreita de relação que existe entre política e religião. Assim, o próprio Gandhi, afirmou: “quem diz que religião não tem nada a ver com política, não entende nem de um nem de outro”. Reflitamos, pois, se a Igreja não veio a se tornar, ao longo dos anos, um simples aparelho ideológico que hoje se preocupa na maioria das vezes com louvores e palminhas diante do Altar ou Templo, deixando de influir para uma sociedade mais justa e igualitária pelo fato de seus sacerdotes se omitirem frente ao sistema sócio-político de seu país.

Comments:
Gostei do teu blog. Muitas informações que eu não tinha. Voltarei.
Obrigada pela visita.

Feliz Natal.

=**
 
lembrei logo do bispo d. Luiz Cappio, q estava fazendo greve d fome em protesto à transposição do rio são francisco, foi parar na u.t.i. e depois d 23 dias tomando suco, ñ aguentou, encerrou a greve...

d. Aldo Pagotto, arcebispo da Paraíba, q pediu ao vaticano q endereçasse uma carta para cappio pedindo-lhe q parasse com o jejum, disse "A igreja reprova esse ato contra a própria vida, esse ato que não é um jejum religioso, mas político".

hahaahha
né fogo?

tb acredito plenamente q a igreja, como sendo uma das instituições ideológicas e q ñ faz tanto tmepo assim, estava acima ateh do poder administrativo, tenha d se posicionar e fzer com q seus devotos se movimentem em torno d uma causa... hj isso é mais difícil d acontecer, principalmente nas igrejas urbanas. mas temos isso nas comunidades d base campesinas, ond a própria cnbb é qem organiza as comunidades para lutrem por seus direitos sobre a terra e contra os grands latifúndios...

só q nas grands cidades essas oisas ñ acontecem pq o sistema impera!!! heheheh e a igreja acaba ficando a serviço do sistema... alienado, ñ dscutindo as qestões q são interessantes a seus devotos, q, qerendo ou, são cidadãos. estas discus~soes pode´riam ateh trazer mais fiéis, ams o vaticano ñ apóia estas iniciativas....

a gente v isso qdo lembra da expulsão da igreja daqeles religiosos q pregavam em suas práticas a teologia da libertação.

enfim.
adorei a reflexão aqi.
vou lêr o outro post.

bjoabraço.
 
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