05 abril 2007

O AMOR NASCE DO SUSTO
DAR E RECEBER
Existe algo de inacreditável ao reconhecer o quanto custa viver um amor. Um “amor” na melhor acepção possível, sem a carga romântica que o termo denota. Alerto que o amor não cobra nada senão a doação e o empenho de ambos. O amor é gratuito - mas tem seu preço. Um preço não “tabelado”, mas que exige certa quantia em sua doação. Uma doação que nos faça outra pessoa, pois amar é renunciar a si mesmo em prol de um mundo ignorado que se pode desbravar e conhecer. Amar é como andar de olhos vendados em meio a um precipício que diverge entre a loucura e a lucidez. O custo do amor passa então a ser a própria aventura de querer viver em paz com o que a vida pode vir a nos interpor. Primeiro, vive-se o amor; depois, a vida. E isso passa a ser uma espécie de ritual o qual, inconscientemente, atinamos com alguma rigidez. Pagar o preço e aceitar viver um amor nunca foi uma das tarefas mais fáceis. Porém, é uma das decisões mais inquietantes à alma humana. Schopenhauer celebra o homem e sua sede de amar, na seguinte frase: “O homem precisa amar para não adoecer”. Logo, o homem por si tem a necessidade de amar. À sua forma, mas tem.
O amor não é uma mercadoria que se encontra em todo mercado. Também o preço não é o mesmo independente da qualidade. O preço é apenas uma agressão à própria necessidade de ser amado (a). Embora que o que mais agride as pessoas ao querer viver um amor é o temor a uma possível e trágica validade dele, pois tombar numa relação onde o amor se invalida é machucar-se duas vezes: uma, pela frustração consigo mesmo; e a outra, pela ferida do insucesso exposta. Infelizmente, o amor não é domesticável, não se pode curvá-lo a regras; no entanto, discipliná-lo é a forma mais digna de valorizar uma relação pomposa. A disciplina no amor o conserva e dissipa a carestia que o rodeia. Essa disciplina conduz a graça e o glória na relação. Passa-se a proporcionalizar o dar-e-receber. Amar é não ligar para o troco ou mesmo para a gorjeta. Existe algo de inacreditável quando se descobre que no amor dar já é receber.
DAR E RECEBER
Existe algo de inacreditável ao reconhecer o quanto custa viver um amor. Um “amor” na melhor acepção possível, sem a carga romântica que o termo denota. Alerto que o amor não cobra nada senão a doação e o empenho de ambos. O amor é gratuito - mas tem seu preço. Um preço não “tabelado”, mas que exige certa quantia em sua doação. Uma doação que nos faça outra pessoa, pois amar é renunciar a si mesmo em prol de um mundo ignorado que se pode desbravar e conhecer. Amar é como andar de olhos vendados em meio a um precipício que diverge entre a loucura e a lucidez. O custo do amor passa então a ser a própria aventura de querer viver em paz com o que a vida pode vir a nos interpor. Primeiro, vive-se o amor; depois, a vida. E isso passa a ser uma espécie de ritual o qual, inconscientemente, atinamos com alguma rigidez. Pagar o preço e aceitar viver um amor nunca foi uma das tarefas mais fáceis. Porém, é uma das decisões mais inquietantes à alma humana. Schopenhauer celebra o homem e sua sede de amar, na seguinte frase: “O homem precisa amar para não adoecer”. Logo, o homem por si tem a necessidade de amar. À sua forma, mas tem.
O amor não é uma mercadoria que se encontra em todo mercado. Também o preço não é o mesmo independente da qualidade. O preço é apenas uma agressão à própria necessidade de ser amado (a). Embora que o que mais agride as pessoas ao querer viver um amor é o temor a uma possível e trágica validade dele, pois tombar numa relação onde o amor se invalida é machucar-se duas vezes: uma, pela frustração consigo mesmo; e a outra, pela ferida do insucesso exposta. Infelizmente, o amor não é domesticável, não se pode curvá-lo a regras; no entanto, discipliná-lo é a forma mais digna de valorizar uma relação pomposa. A disciplina no amor o conserva e dissipa a carestia que o rodeia. Essa disciplina conduz a graça e o glória na relação. Passa-se a proporcionalizar o dar-e-receber. Amar é não ligar para o troco ou mesmo para a gorjeta. Existe algo de inacreditável quando se descobre que no amor dar já é receber.
Comments:
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Adorei o texto!
Existe algo de inacreditável quando se descobre que no amor dar já é receber.
E esse final é tudo! :)
Existe algo de inacreditável quando se descobre que no amor dar já é receber.
E esse final é tudo! :)
dar e receber...
como seria bom!
dar, dar, dar...
dar e dar, dar e dar...
apenas dar sem esperar.
e sem esperar, num susto,
receber e receber e...
receber amor, e pronto!
e no entanto, sem receber...
é um contentar contente
por dar e dar amor:
"no amor dar já é um receber."
como seria bom!
dar, dar, dar...
dar e dar, dar e dar...
apenas dar sem esperar.
e sem esperar, num susto,
receber e receber e...
receber amor, e pronto!
e no entanto, sem receber...
é um contentar contente
por dar e dar amor:
"no amor dar já é um receber."
Sábia escolha de palavras para delinear o que seria o amor. Adorei ver, ou melhor ler, o amor na forma do Dar e Receber.
Beijos
[seu blog também é muito bom :) ]
Beijos
[seu blog também é muito bom :) ]
Amor precisa de amor. Só de amar. Deve haver algumas maneiras de se amar. Ou cada um tem sua maneira de amar, eu penso.
Liliane de Paula
Liliane de Paula
"...no amor dar já é receber."
Uma das mais perfeitas definições de amor que já li em toda a minha vida.
Parabéns!
Beijos e feliz páscoa!
Uma das mais perfeitas definições de amor que já li em toda a minha vida.
Parabéns!
Beijos e feliz páscoa!
Oi...tb gostei muitoo daqui!
Bom...o amor e a vida precisam caminhar juntos e intensamente...não dá para viver mais um e esquecer o outro...
beijos
Bom...o amor e a vida precisam caminhar juntos e intensamente...não dá para viver mais um e esquecer o outro...
beijos
"Existe algo de inacreditável quando se descobre que no amor dar já é receber."
Liiindo texto...
Verdadeiro!
É sempre muito bom vir aqui!
=)
Beijos, Rapaz!
Boa semana pra você!
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Liiindo texto...
Verdadeiro!
É sempre muito bom vir aqui!
=)
Beijos, Rapaz!
Boa semana pra você!
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