06 janeiro 2007

 



“Toda confissão não transfigurada pela arte é indecente.”
(Mário Quintana)


Não que fosse outra espécie de mulher. Mas a carne se diferenciava do que viria a ser uma mulher apenas. Monstro feminino, talvez. Por ora se fazia delicada quão uma taça de vinho derramada sobre a toalha branca de uma mesa, ou mesmo como os cabelos soltos de uma criança a um vento de início de manhã. Aos poucos se tornava uma brisa que se fazia tempestade, fruta de gosto amarga que se fixava na língua, fragrância de pecado encarnada numa fêmea, corpo de cadela com alma de lesma.

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