21 dezembro 2006

 
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EM VOLTA DO MURO (OU AO LADO DO MUNDO)


Estou de volta. Após alguns dias em Maceió. Dias bons. Coisas novas, pessoas novas. Cidade sem flores ou poesia. Contudo, achei muito boa a sensação de vibrar em outra freqüência. Sem a carga de compromissos que suporto em Garanhuns. Os lugares nos mudam um pouco. Sinto. Isso é bom. Precisamos às vezes alterar a rotação de nossa mente e de nosso corpo, a fim de fazer funcionar outros motores da máquina que somos no dia-a-dia.

Não desembestei a andar pela capital alagoana. Saí pouco. Precisava “aquietar o facho”. Descansar, como havia planejado. Fui à praia, limitadas vezes. Todavia aprendi muito ao olhar o mar. No fundo tenho a impressão de que o mar tem muito a nos ensinar. Sobretudo, quando as ondas quebram-se. Com certeza há algo de misterioso nisso. O mar também tem seus enigmas.

Durante esses dias em Maceió, li o livro de contos Ao Lado do Muro. De Cristhiano Aguiar. Livro muito bom. A maioria dos contos lida com o extraordinário, o inconcebível, o inacreditável; enfim, contos que abordam o fantástico na literatura. A meu ver, tanto as personagens quanto a forma de narrar, são bem originais, e ainda sim incutidas da predominância de uma voz muito particular. Contos lavrados e imbuídos com muita propriedade. Li - gostei e tudo - embora não tenha lá esse entusiasmo todo pelo encanto que causa o fantástico na literatura. Coisa pessoal mesmo.

Bom estar de volta ao lar. É um pouco doloroso voltar ao pique das coisas rotineiras. (Não é lei, mas digamos pelo menos que é uma espécie de “quase regra”; que ora nos faz muro, sem lado nem nada, e ora só os lados sem marcas nem formas.) Mas, estamos aí. Sendo motores que fazem o mundo girar. Motores que fazem o mundo mover-se: sejamos motores, dessa máquina desgovernada, insana, demente.

Comments:
"Quem foi q disse q as pessoas inteligentes,sossegam por pouco tempo,por pouca coisa,por uma vivencia mesquinha de homens máquinas? Na tristeza de um homem (na casa dos vinte neste século de estress)ser escritor talvez seja higenuo por querer se desenhar um mundo apaziguado.(como uma criança q mostra seu desenho a um professor não professor,entende?)O escritor é uma gentinha inocente q mostra o mundo por outro ângulo a gente-não-gente.O escritor Wagner crescerá e não tornar-se-á nem prof. nem gente.Apenas uma crinça q escreve independete do mundo em q se encontra."Os lugares mudam agente,o miserável transforma tal ambiente"Maceió não é o mesmo depois de tua passagem por lá.Assim as gente-não-gente q poderam Lhe ouvir ou melhor muito melhor ler os teus desenhos da vida Tua.Nossa vida...Vc já não pode aquietar o facho.
 
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
 
obrigado wagner.Espero que nos encontremos por aquí mais vezes.Um abraço.
 
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